Símbolo Coruja

A coruja, por ser uma ave de rapina, possuir garras e enxergar na escuridão, é comumente associada à noite. As demais simbologias atribuídas a este animal variam de acordo com a cultura, sendo que na maioria das vezes a ave simboliza a sabedoria, o mistério, a inteligência e o misticismo. Por outro lado, muitas crenças acreditam que a ave sinaliza que algo de ruim acontecerá – azar, morte, mau augúrio, trevas e escuridão espiritual, são algumas das atribuições negativas mais comuns.

Na Mitologia Grega, Atena – a deusa da justiça e da sabedoria – tinha uma coruja como mascote. Segunda a lenda, a ave, com seus olhos arregalados, luminosos e sua visão de longo alcance, inspirada pela lua, revelava os segredos da noite. Devido a sua capacidade de enxergar no escuro, o animal foi invocado como um oráculo do saber oculto com poder de clarividência. Os gregos também consideravam a noite como o momento para reflexão e de revelação intelectual e a coruja, por apresentar hábitos noturnos, tornou-se símbolo da busca pelo conhecimento.

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Vale ressaltar que o termo ‘coruja’ (Gláuks, no grego) significa ‘brilhante’ ou ‘cintilante’, enquanto no latim (Noctua) significa ‘ave da noite’. Ainda na Mitologia Grega, o animal também representa a figura de Ascáfalo, o deus dos mortos – por conta de tal associação ao deus grego, a coruja é considerada a divindade da morte e guardiã dos cemitérios.

Como já citado, não foi em todas as culturas que a coruja se transformou em símbolo de sabedoria. No Império Romano, o animal era considerada agourenta e seu canto anunciava a proximidade de algo muito ruim. Já na idade média, pensava-se que as aves eram bruxas disfarçadas. Para os aborígenes australianos, por exemplo, a coruja representa a alma da mulher. Algumas crenças acreditam que a ave veio ao nosso mundo para comer as almas dos moribundos.

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Os mesmos olhos grandes e desproporcionais – que para os gregos revelava os segredos da noite – era tido como símbolo de feiura. Na língua nórdica antiga, a coruja era chamada de ugla. A palavra ‘imitava’ o grunhindo emitido pela ave e posteriormente deu origem ao termo ‘ugly’ (feio, em inglês). Assim, o animal segue o esteriótipo do sábio, que preocupa-se muito mais com as divagações interiores que com a sua aparência externa.